Orquestra Sinfônica Brasileira anuncia Temporada 2026 com programas inspirados na literatura e nas artes visuais

Concerto de abertura será no dia 9 de março, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com obras de Edino Krieger e Heitor Villa-Lobos

O contexto em que um compositor está inserido, suas referências, inquietações e motivações dizem muito sobre a sua obra. Conhecer essas camadas amplia a escuta e aprofunda a experiência diante de composições musicais. É a partir dessa perspectiva que a Orquestra Sinfônica Brasileira apresenta sua Temporada de 2026, cujo fio condutor reside nas fontes de inspiração das músicas, que incluem outras linguagens artísticas, como a literatura e as artes visuais, além dos cenários e das narrativas de cada composição. O primeiro concerto vai acontecer no dia 9 de março, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com um repertório carregado de simbolismo, dedicado a compositores brasileiros. Sob a regência do maestro José Soares, o programa é composto pela “Abertura Brasileira”, de Edino Krieger, e a Sinfonia nº 2, “Ascensão”, de Heitor Villa-Lobos. A última vez que a OSB interpretou esta sinfonia de Villa-Lobos foi sob a batuta do próprio compositor, em 1952.

A temporada será distribuída em séries temáticas, festivais e concertos especiais, que ocuparão importantes palcos do Rio de Janeiro, como o Theatro Municipal, a Sala Cecília Meireles, o Teatro Carlos Gomes, o Centro Cultural do Poder Judiciário e a Igreja de São Francisco de Paula, no Centro, além do Teatro Odylo Costa, filho, na Uerj, e a Cidade das Artes. À frente da orquestra, estarão grandes maestros convidados, entre eles José Soares, Simone Menezes, Neil Thomson, Fernando Cordella, Francisco Valero-Terribas, Javier Logioia, Jhoanna Sierralta, Claudio Cruz, André Cardoso, Natália Larangeira, Stefan Geiger, Roberto Tibiriçá, Marcelo Lehninger e Anderson Alves. Reiterando a importância de conhecer o contexto de cada obra para uma audição informada, haverá um momento de bate-papo com o público antes de cada apresentação. 

Em 2026, a programação artística da Orquestra Sinfônica Brasileira tem a curadoria do compositor João Guilherme Ripper e foi desenhada de maneira coletiva, em parceria com a direção da FOSB e com a Comissão dos Músicos da OSB. Para a vice-presidente e CEO da Fundação OSB, Ana Flávia Cabral Souza Leite, a construção desse ciclo reflete um modo de pensar já consolidado na instituição: “Na OSB, a programação artística é resultado de um processo coletivo, baseado no diálogo entre diferentes áreas e olhares. A curadoria do João Guilherme Ripper potencializa esse trabalho conjunto, trazendo sua experiência como compositor e gestor para aprofundar o conceito da temporada e ampliar as conexões entre as obras, seus contextos e o público.”

Os programas apresentados em 2026 serão organizados em eixos que iluminam as histórias por trás de cada obra executada pela orquestra, conectando os programas em um arco narrativo contínuo. A proposta é oferecer ao público uma experiência de audição mais rica e contextualizada, em que música, tempo histórico e processos criativos dialogam entre si. “Acredito que toda obra artística seja indissociável das circunstâncias que envolvem sua criação, incluindo o conjunto de fatores que determinaram as escolhas do compositor, o período no qual viveu e o local onde escreveu sua música. Compositores também podem buscar pontualmente em outras artes a motivação para compor. Temos, por exemplo, a forte presença da literatura no repertório Romântico alemão, das canções de Schubert aos poemas sinfônicos de Liszt, e das artes visuais no Impressionismo francês de Debussy.” – afirma Ripper.

Destaque na temporada, a série Orquestra Encena propõe um diálogo intertextual entre música, literatura e artes visuais. Nos concertos deste ciclo, foram selecionadas obras em que os compositores traduziram narrativas, imagens e atmosferas em paisagens sonoras. Inspirados por quadros, esculturas ou obras literárias, eles utilizam a orquestração, a melodia, a harmonia e o ritmo para evocar o espírito e o conceito da obra original. Desde a música incidental que Gabriel Fauré escreveu para a peça teatral “Pelléas et Mélisande”, de Maurice Maeterlinck, até os poemas sinfônicos de Richard Strauss, como “Don Juan” e “Don Quijote”, a música funciona como um meio de tradução sensorial, proporcionando uma experiência que estimula a imaginação e celebra a criação artística em outras formas de arte.

É nesta perspectiva de diálogo e atravessamentos culturais que a Série Mundo está de volta, convidando o público a explorar diferentes tradições e repertórios, destacando as riquezas musicais de Portugal, Espanha, Áustria e Alemanha. O ciclo começa em maio trazendo um repertório luso-brasileiro com Mário Tavares, Carlos Gomes, Alexandre Delgado e Joly Braga Santos, sob regência de Neil Thomson. Em junho, a música assume cores espanholas com a presença de composições de Joaquín Turina e dos contemporâneos Miguel Ortega e Borja Mariño – ambas inspiradas na poesia de Federico García Lorca, que contarão com a participação da soprano Gabriella Pace. O programa, que será dirigido pelo maestro Francisco Valero-Terribas,  volta ao Brasil, com a Brasiliana nº 3, de Radamés Gnattali, nas comemorações de seus 120 anos. A jornada  continua em julho com a fascinante Sinfonia nº 9, do austríaco Gustav Mahler, sob a batuta de Claudio Cruz. A Série Mundo é concluída em dezembro com um concerto dedicado ao compositor alemão Richard Strauss, sob direção do maestro Marcelo Lehninger e participação do pianista Fabio Martino. O programa apresenta “Burlesque”, para piano e orquestra, além dos poemas sinfônicos “Don Juan” e “Assim falou Zarathustra”.

Também estão na agenda de 2026 os tradicionais Concertos para a Juventude, sempre lúdicos e formativos, com repertórios apresentados de forma acessível e conduzidos por narradores que guiam a plateia. Ao longo da temporada, o público percorre diferentes universos musicais, muitas vezes com obras escritas na juventude de compositores que se tornaram referências na história da música: Mozart pai e filho, os irmãos Mendelssohn, o jovem Rossini, Bach e, em diálogo com a música brasileira, Villa-Lobos, Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga e Carlos Gomes. Cada programa convida o público de todas as idades a uma viagem guiada pela curiosidade e pelo encantamento.

A série Músicos da OSB também retorna, destacando as famílias da orquestra – cordas, madeiras, metais e percussão – em concertos de câmara que jogam luz sobre os instrumentistas do grupo. O repertório, programado pelos próprios integrantes da orquestra, é voltado principalmente à música brasileira contemporânea e coloca em evidência a qualidade artística do conjunto.

No mês de outubro, a orquestra apresentará ainda o Festival Brahms-Schumann, oferecendo um mergulho na obra dos dois grandes mestres do romantismo alemão. O repertório inclui o Concerto para piano em Lá menor e a Sinfonia n° 4 de Schumann, e o Concerto duplo para violino e violoncelo e as sinfonias n° 2 e n° 4 de Brahms. 

Além das apresentações distribuídas entre as séries, datas marcantes do calendário serão  com programas pensados para cada ocasião: ainda em março, mês das mulheres, um concerto será dedicado às Mulheres na Música, com obras das inovadoras Joan Tower, Louise Farrenc, Julia Ripke e Claudia Montero; e em abril, a Páscoa será marcada pela música barroca de Pergolesi, Albinoni e Bach; 

Este compromisso com a formação musical se estende ao fomento de novas gerações de compositores e à representação feminina na música através do Festival Novas Compositoras. O concurso, que está em andamento, vai eleger cinco novas obras sinfônicas compostas por mulheres brasileiras para serem estreadas pela OSB em 2026, na Sala Cecília Meireles. A vencedora escolhida receberá ainda como prêmio a encomenda de uma nova obra para a temporada 2027.

Confira aqui a programação completa do primeiro semestre de 2026

Iniciativas de educação musical seguem em expansão em 2026

A vocação da Fundação OSB para o fomento à cultura e à qualificação musical no Brasil está expressa em diversas iniciativas históricas, dentre elas, seu programa de educação musical, o Conexões Musicais. Fundado em 2017, a iniciativa já se firmou como importante ferramenta para a política educacional da instituição, tendo percorrido 47 municípios de 12 estados brasileiros levando aulas de instrumentos com músicos da OSB, classes de canto coral em escolas públicas, concertos didáticos, concertos gratuitos para a população local, entre outras atividades que promovem acesso à cultura e à democratização do acesso à música de concerto.

Em 2026, o Conexões Musicais amplia sua presença pelo país. O programa retorna a escolas e projetos sociais da Baixada Fluminense, Volta Redonda, Barra do Piraí e à capital do Rio de Janeiro; em São Paulo, segue com sua atuação contínua na capital e volta aos municípios de Bragança Paulista, Vargem, Mauá; e, em Minas Gerais, viaja novamente a Juiz de Fora e Betim. Pela primeira vez, o programa também desembarca em Itajaí (SC), Fortaleza (CE), Porto Seguro (BA) e Mossoró (RN), em ações itinerantes que promovem o intercâmbio entre músicos da OSB e jovens de projetos sociais locais e alunos de escolas públicas.

A parceria com o Programa Vale Música segue fortalecida, com aulas de instrumentos ministradas por músicos da OSB nos polos da Vale Música em Belém (PA), Corumbá (MS) e Serra (ES). Os jovens músicos da Vale também vêm ao Rio de Janeiro acompanhar a orquestra na Imersão Artística, em que passam uma semana integrados à rotina da orquestra, e para a Residência Vale Música, na qual três jovens selecionados acompanham a OSB por seis meses, participando de aulas, ensaios, concertos e atividades especiais.

“Acreditamos que a educação musical é uma poderosa ferramenta de transformação social, capaz de ampliar horizontes, gerar pertencimento e criar oportunidades reais para crianças e jovens em todo o país. Ao levar a música de concerto a diferentes territórios, a Fundação OSB reafirma seu compromisso com a democratização do acesso à cultura, com a formação cidadã e com a construção de um futuro mais inclusivo e sustentável por meio da arte”, afirma Ana Flávia.

OSB Jovem recebe novos integrantes

Composta por músicos entre 18 e 30 anos, selecionados por meio de um rigoroso processo de audições que também leva em conta critérios socioeconômicos, a OSB Jovem segue para mais um ano de atividades, desta vez com novos integrantes, aprovados em concurso realizado no fim de 2025. Um dos mais relevantes projetos de iniciação profissional em música sinfônica do país, a OSB Jovem oferece uma formação ampla, que vai além da prática orquestral. Entre as atividades estão mentoria de carreira com músicos experientes, oficinas de editoração de partituras, ações de apreciação musical e conteúdos voltados à gestão cultural, além da realização de uma temporada artística própria.

Em 2026, a OSB Jovem apresenta a Temporada Harmonia, que propõe um diálogo entre música e literatura como forma de aproximar e celebrar diferentes culturas, épocas e territórios. A programação contará com dez concertos e estreia no dia 31 de março, no Teatro Odylo Costa, filho (UERJ). O concerto de abertura será dedicado a mulheres compositoras, com obras de Clarice Assad, Julia Ripke, Cibele Donza e Chiquinha Gonzaga.

Para viabilizar suas atividades, a Fundação OSB conta com a Lei Federal de Incentivo à Cultura, NTS – Nova Transportadora do Sudeste, Shell, Núclea, Vale, JBS, TAG, Bermudes Advogados, Brookfield, Bradesco, Itaú, MRS, BTG Pactual, EY, Machado Meyer, Icatu, CYMI, Veirano Advogados, MedLive, HIG, Janeiro Hotel, INFOTEC, Globo, Hilton, Infotec, Registro de Imóveis do Brasil, Safra, Trench Rossi Watanabe, PROTEL e JGP, além de um conjunto de apoiadores culturais e institucionais.

Saiba mais em www.osb.com.br

________________________________________________

Abertura da Temporada 2026:

PROGRAMA:

EDINO KRIEGER – Abertura Brasileira

HEITOR VILLA-LOBOS – Sinfonia nº 2 (Ascensão) 

I. Allegro non Troppo 

II. Allegretto Scherzando 

III. Andante Moderato 

IV. Allegro

José Soares, regência

SERVIÇO:

Abertura da Temporada

Dia 9 de março (segunda-feira), às 19h

Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro (Praça Floriano, S/N – Centro – Rio de Janeiro)

Ingressos:

Frisas e Camarotes R$100,00 (R$50,00 meia)

Plateia/Balcão Nobre R$100,00 (R$50,00 meia)

Balcão Superior R$80,00 (R$40,00 meia)

Balcão Superior Lateral R$60,00 (R$30,00 meia)

Galeria R$40,00 (R$20,00 meia)

Galeria Lateral R$20,00 (R$10,00 meia)

________________________________________________

MAIS INFORMAÇÕES PARA IMPRENSA:

Érica Avelar

erica.avelar@osb.com.br 

(21) 98119-4559

Compartilhe:

Equipe Orquestra Sinfônica Brasileira

Fundada em 1940 pelo Maestro José Siqueira, a Orquestra Sinfônica Brasileira é o mais tradicional conjunto sinfônico do país, sendo reconhecida pelo pioneirismo de suas ações: primeira orquestra brasileira a realizar turnês pelo Brasil e exterior, apresentações ao ar livre e projetos de formação de plateia

Leia também

Concerto de abertura será no dia 9 de março, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com obras...

Fundada em 1940, a Orquestra Sinfônica Brasileira tem como marcas o pioneirismo e a inovação. Foi a primeira...

Concurso vai eleger obras sinfônicas compostas por mulheres brasileiras para serem estreadas pela OSB em 2026 A Orquestra...

A Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira, fundação de direito privado sem fins lucrativos, anuncia a realização de processo seletivo...

São 51 vagas disponíveis para todos os naipes da Orquestra Sinfônica Brasileira Jovem....

Durante seis meses, músicos de Belém (PA), Corumbá (MS) e Serra (ES) integrarão a OSB através da Residência...